sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

                                   Ta ai meu trinca ferro (BOM DIA SEU CHICO)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

REPRODUÇÃO
Os Trincas seguem o ritual de aproximação comum às outras aves. Trata-se de uma ave bastante territorialista, que não convive em grupos. Recomenda-se deixar macho e fêmea separados durante o ano (para juntá-los somente durante os períodos de acasalamento).
Muitos criadores tentam colocar macho e fêmea juntos quando chega a época da reprodução, mas assistem aos dois brigaraem (ao invés de verem a gala do macho sobre a fêmea). Isso pode acontecer porque não houve o devido "preparo" para a gala.
É necessário que o criador realize uma aproximação entre macho e fêmea, um "namoro". Neste namoro, recomenda-se deixar macho e fêmea se escutando, para que ouçam os ruídos e pialadas um do outro. A fêmea irá escutar o canto do macho e irá se sentir atraída.
Um ponto a se destacar é que macho e fêmea de Trinca Ferro se parecem bastante. Por isso, um macho pode pensar que a fêmea é um outro macho (e vice-versa). Isso pode fazê-los tornarem-se agressivos entre si. O "namoro" fará com que eles se reconheçam como sendo do sexo oposto (ficando assim mais abertos para um contato próximo).
Depois da aproximação, o criador pode deixar com que eles se vejam e fiquem um tempo com gaiolas próximas, uma ao lado da outra. Isso fará com que eles se acostumem com a presença um do outro antes que sejam colocados para acasalar. Quando a fêmea estiver abaixando ao ver o macho, é hora de juntá-los para a gala.
Depois da gala, o criador pode tentar deixá-los juntos. Existem algumas fêmeas que permitem que os machos ajudem a criar os filhotes (e existem alguns machos que querem cuidar dos filhotes). Mas cuidado: não são todos os machos que querem ajudar a fêmea e nem todas as fêmeas que permitem que o macho as ajude.
O criador deve deixar as gaiolas encostadas para ver se o macho dá comida no bico da fêmea. Se isso acontecer, o criador pode colocá-los em uma mesma gaiola (desde que haja espaço suficiente). Trincas são pássaros grandes e colocar dois deles em uma gaiola pequena é uma maldade.
O criador deve lembrar de colocar abundância de alimentos na gaiola da fêmea, pois só quando se sentir segura para cuidar dos filhotes ela aceitará a gala do macho. O passarinheiro também deve lembrar de colocar um ninho para a fêmea, pois ela também não aceitará a gala do macho se não tiver onde colocar os filhotes.
Quanto à criação dos ninhegos, o criador não precisa se preocupar em alimentá-los (pois a fêmea irá fazê-lo). O passarinheiro só deve se preocupar com isso caso ele perceba que a fêmea (por alguma razão) não está dando comida a eles. Nestes casos, ele deve fornecer uma papinha para filhotes (comprada em casas especializadas ou sites de produtos para aves).

Criação de Trinca Ferro - MÉTODOS DE CRIAÇÃO

Criação de Trinca Ferro - MÉTODOS DE CRIAÇÃO

por marcelo wagner noronha — Última modificação 03/09/2006 12:35
Dicas de Pedro fontoura do vale gonçalves 
O criador pode optar por duas formas de criação: MONOGAMIA ou POLIGAMIA, que dependerá da finalidade da criação.

A monogamia é o sistema onde há formação do casal, onde os dois ficam responsáveis por alimentar os filhotes.

Vantagem
  • Menor trabalho com manejo reprotudivo; 
  • Maior facilidade na alimentação dos filhotes.

    Desvantagens:
  • Gaiolas ou viveiros maiores; 
  • Necessidade de espaço maior para criação; 
  • Riscos de agressões aos filhotes; 
  • Melhoramento genético lento; 
  • Menor produtibilidade.
A poligamia é o sistema onde um macho é utilizado para cobertura de mais de uma fêmea, podendo chegar facilmente numa relação de 1:5.

Vantagens
  • Gaiolas menores; 
  • Verticalização da produção; 
  • Espaço menor para criação; 
  • Maior produtibilidade; 
  • Melhores condições de seleção genética; 
  • Menor riscos de agressões aos filhotes.
Desvantagens
  • Maior tempo dispensado para o manejo reprodutivo; 
  • Ajuda na alimentação dos filhotes.

MANEJO REPRODUTIVO NA POLIGAMIA 
Nestas condições a fêmea é a dona do território, exerce dominância, chegando muitas vezes a demonstrar agressividade na presença do macho. O macho demonstra respeito pelafêmea, às vezes medo.

Para facilitar o cruzamento, precisamos de fêmeas dominantes sem agressividade e machos que respeitem as fêmeas, mas que não tenham medo.

Fêmeas muito agressivas ou macho com medo, representam maiores dificuldades para o cruzamento.

É comum as fêmeas de trinca pedirem gala mesmo não estado prontas. Este comportamento é chamado pelos criadores de “gala falsa”. Normalmente estas fêmeas são boas criadeiras e é um sinal que estão bem adaptadas ao cativeiro.

A “gala falsa” é uma dificuldade a mais na hora de fazer os cruzamento. Brigas são comuns e muitas vezes acabamos perdendo um bom reprodutor, por este ficar com medo da fêmea ou agressivo, não fazendo mais a cobertura.

Na tentativa de diminuir estes acidentes, passo a informar alguns cuidados e observações que o criador deve ter:

Somente tente fazer o macho galar a fêmea, se esta estiver confeccionando o ninho. Se ela pedir gala, mas estiver acompanhado os movimentos do macho, não é a hora.

fêmea, quando pronta, fica estática, parece estar em transe. Portanto, se estiver movimentando a cabeça ou o corpo, ainda não é a hora.

Normalmente quando ela esta pronta, ela pede gala e junta as penas da cauda para facilitar a cobertura.

Use a grade divisória na gaiola da fêmea. Se o macho entrar na gaiola e ela continuar parada, é sinal que esta pronta. Então volte o macho para a gaiola dele, espere de 20-30 minutos e deixe-o entrar na gaiola, agora sem a divisória.
Se a fêmea pedir gala de costas para o macho, provavelmente ela vai deixar ele galar.

Estas são observações que podem ajudar, mas com o tempo o criador passa a conhecer melhor as fêmeas, e saberá detalhes do comportamento de cada uma, tendo assim melhores resultados.

As fêmeas podem continuar aceitando o macho por até 3 dias. A postura ocorre, normalmente, 2 dias após ela não aceitar mais cobertura.

Se o macho estiver com uma boa fertilidade, uma cobertura é suficiente para fertilizar todos os ovos. No início da temporada é importante deixar o macho fazer mais coberturas até termos maiores garantias da fertilidade. Depois é melhor diminuir as coberturas, assim poderemos cobrir mais fêmeas com um mesmo macho.

INCUBACÃO DOS OVOS 
Os ovos serão incubados por 13 dias.

A ovoscopia, para se ter maior segurança, deve ser feita com 5 dias, mas a partir de 3 dias já é possível observar o embrião.


NASCIMENTO DOS FILHOTES

Nos primeiros dias de vida dos filhotes, a fêmea procura basicamente por alimento vivo. É importante fornecer também uma farinhada umedecida de boa qualidade, com níveis de proteína acima de 20%.

É preciso regular a quantidade de larvas de tenébrio, pois o seu excesso pode causar compactação nos filhotes.

O criador pode tentar não fornecer alimento vivo, para isso recomendo adição de 2-3 % de farinha de minhoca na farinhada.


SEPARAÇÃO DOS FILHOTES

Os filhotes devem ser separados entre 35-40 dias.

É uma fase crítica para os filhotes. O estresse da separação pode predispor o filhote a doenças, devido uma baixa nas defesas do seu organismo. Portanto devemos fazer o possível para evitar transtornos nesta fase.
  • Não junte filhotes de mais de uma ninhada numa mesma gaiola. Caso não seja possível, pelo menos não deixe filhotes mais velhos com os mais novos. Os mais valentes podem bater nos mais novos, prejudicando o seu desenvolvimento e causando estresse. 
  • Fornecer um soro hidratante e ou um complexo vitamínico nesta fase é muito importante, pelo menos uns 7-10 dias. 
  • Mantenha os cuidados com a higiene. Os filhotes experimentam de tudo, inclusive as fezes. Uma gaiola com a grade alta no fundo, é indispensável. 
  •  Uma grande preocupação nesta fase é com a coccidiose. Se possível, monitore com exames de fezes o número de oocistos. 
  • Sempre que observar algum filhote com problemas, separe-o para que possa ser melhor tratado. 
  • O principal é não deixar os filhotes adoecerem, pois a recuperação, dependendo do caso, é bem difícil.